"Cérebro nosso, de cada dia..."

NEUROCIÊNCIA À SEU FAVOR?

Nos últimos 10 anos, presume-se que os cientistas descobriram mais sobre o cérebro do que nos últimos 100 anos. Isso se deve à uma série de fatores, que figura, entre eles, o avanço tecnológico da ciência. Este avanço ocorre de uma forma tão incrível que podemos, hoje, utilizar vários conhecimentos neurocientíficos para melhorar a otimização do nosso órgão vital.

Até bem pouco tempo atrás, desacreditava-se na neurogênese, que nada mais é do que o nascimento de novos neurônios. Ora, se a quantidade de neurônios estava determinada pela capacidade genética de um indivíduo, que poderia ou não se desenvolver de acordo com ambiente em que ele estivesse, estaríamos todos enfadados à limitações crescentes, que se estabeleceriam de forma cada vez mais proeminente, de acordo com o desenvolvimento e envelhecimento de um sujeito. Em outras palavras, nasceríamos com limitações e estas aumentariam cada vez mais, sem que nada pudesse ser feito em relação à isso.

Quer dizer, nada não… tentamos, desde tempos míticos, encontrar um elixir da juventude, mas, apesar de toda onda ortomolecular, creio que nada mudou muito, pois continuamos a ver pessoas envelhecendo, não é?!

Bom, e se você soubesse que este órgão que sua caixa craniana guarda, que pesa mais ou menos 10% do seu peso corporal, pode ser mudado de acordo com a sua vontade, intenção e algumas práticas?

Entender como isso funciona é um tanto mais complexo, por isso, estamos preparando um mini-curso sobre este tema em especial, e ele já faz parte dos nossos cursos de formação. Entender este complexo envolve:

  1. Conhecimento básico sobre o funcionamento do cérebro;

  2. Conhecimento básico sobre mindfulness;

  3. Entender a atuação de mindfulness sobre a mente, o cérebro e as emoções;

Por que mindfulness?

Porque dentro de tudo o que tem se descoberto sobre as mudanças nas estruturas cerebrais, faltava-nos uma metodologia em que pudéssemos atuar de forma mais diretiva ao cérebro. Geralmente falamos primeiro sobre mindfulness e depois sobre seu aspecto neurocientífico e este artigo trata o contrário: primeiro o cérebro e depois as técnicas envolvidas. Por quê?

É sabido que não usamos nem 10% do nosso cérebro, então, façamos ideia do que esta “máquina” que carregamos acopladas em nós, é capaz de fazer. Se você pudesse alterar algum dispositivo em sua máquina que a fizesse render mais, como por exemplo, aprender duas vezes mais rápido, você o faria?

Sabendo que sua máquina poderá sofrer menos desgastes caso você “implantasse” um dispositivo que a fizesse ficar com a mesma estrutura e ainda protegida contra danos.. você o faria?

Talvez colocado desta forma soe um pouco de sensacionalista, é verdade, mas o objetivo é para te chamar a atenção de uma outra forma. Mindfulness está fazendo isso tudo, comprovadamente. Estudos baseados em neuroimagem comprovam o aumento de massa cinzenta em diversas regiões, especialmente as envolvidas com a atenção e a regulação emocional.

Apesar deste estudo de Sara Lazar, realizado na aclamada Havard University, ser um dos mais famosos e divulgados, muitos outros estudos importantes foram realizados neste mesmo sentido. Diante disto, Hölzel dividiu as alterações cerebrais provocadas por mindfulness em duas categorias de acordo com suas atuações, mudanças funcionais e mudanças estruturais. Nesta visão, o famoso estudo de Lazar é somente mais um estudo, que se encaixa na segunda categoria de comprovações proposta por Hölzel e isso já te faz ter uma ideia de tão complexo está este assunto.

Mas, por ser um estudo de grande relevância e que já foi amplamente divulgado, retomemos a ele. Primeiro, enaltecendo sua importância. Sara Lazar é neurocientista e comanda o laboratório de neurociência da Universidade de Havard. Já há tempos tem buscado comprovar os efeitos de meditação, yoga e mindfulness sobre o cérebro, com importantes estudos nestas áreas.

Seu primeiro estudo foi com meditadores de longo prazo, onde ela observou um aumento de massa cinzenta na área da ínsula e nas regiões sensoriais do córtex auditivo e sensorial, bem como no córtex pré-frontal. O córtex pré frontal, responsável pelas memórias de trabalho e pela tomada de decisões, é encolhido em seu tamanho com o passar dos anos, mas Lazar descobriu que em meditadores de longo prazo não há mudanças significativas neste sentido, o córtex pré-frontal de uma pessoa de 50 anos era exatamente igual do que alguém com 25.

Este primeiro estudo deu margem à uma série de hipóteses e conclusões não podiam ser alcançadas devido às variáveis. Então Lazar e seus colaboradores fizeram um outro estudo, com pessoas sem nenhuma experiência, que entraram num programa de 8 semanas de treinamento em mindfulness.

Após 8 semanas, foram encontradas mudanças significativas no cérebro dos praticantes, comparado ao grupo controle.

No geral, foram encontrados 5 tipos de alterações estruturais, as quais fundamentaremos em suas funções a seguir.

  1. Aumento do volume do giro cingulado posterior, que está diretamente relacionado às lembranças e à auto-regulação. Aqui observou-se maior volume que em outras áreas.

  2. Aumento do volume da parte esquerda do hipocampo, que é responsável pelo suporte ao aprendizado, à cognição, à memória e à regulação emocional;

  3. Aumento do volume da junção temporoparietal, associada à tomada de decisões, à empatia e à compaixão;

  4. Aumento do volume de uma área específica do tronco cerebral chamada ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.

  5. Diminuição do volume da amígdala, região responsável pela resposta de luta e fuga, e, consequentemente, fundamental para os aspectos de ansiedade, medo e estresse em geral.

Todas essas mudanças estruturais e funcionais puderam ser observadas a partir de 8 semanas de práticas, dentro de uma metodologia específica de mindfulness. E não pense que é preciso viver como monge budista nesta senda… bastam apenas cerca de 27 minutos/dia para poder alcançar estas mudanças, segundo o estudo de Lazar.

Chamo sua atenção para o seguinte: ouvimos muito falar sobre a neurociência em tempos atuais, mas poucas coisas tão práticas como mindfulness. De nada vale saber o funcionamento teórico e as grandes pesquisas se não pudermos fazer uso direto disso tudo. De nada vale saber quais passos preciso dar para alcançar uma nova versão e não dar estes passos. Então, quero te convidar a começar as suas práticas através deste nosso áudio disponibilizado no youtube. E, caso você se identifique, fica o convite para participar do nosso programa de 8 semanas (entre em contato para saber as próximas turmas).

Sheila Drumond é psicóloga clínica (CRP 08/18067) desde 2005, especialista em Yoga desde 2008, diplomada em Psicologia Positiva (método PERMA) pelo Centro de Psicologia Positiva de Buenos Aires e pela Asociación Chilena de Psicologia Positiva, Diplomada em Mindfulness pelo Catrec de Buenos Aires, Mestranda em Mindfulness pela Universidade de Zaragoza, Espanha. Co-autora do livro "Atenção Plena para Crianças" e autora do material lúdico "Jogo da Investigação - desenvolvendo atenção plena em crianças de 5 a 10 anos", publicado pela Ric Jogos.

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